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"Homens de Ferro, Mulheres de Pedra": O Itinerário de Resistências de Africanos Escravizados entre a África Centro-Ocidental e América Espanhola; Fugas, Formação de Quilombos e Conspirações Urbanas (1

Sinopse

Homens de ferro, Mulheres de pedra é um livro sobre a luta incessante por liberdade de africanos que foram tornados escravos ainda na África e transportados para o Novo Mundo. Trata-se de um conjunto de histórias sobre persistência, força, paixões e recomeços, que conferiram aos sujeitos analisados a natureza de ferro ou pedra, permitindo, assim, suportar a longa travessia do Atlântico até a fronteira oeste da América portuguesa e depois seguir América espanhola adentro. Nesta obra, o leitor é convidado a conhecer a complexidade do mundo escravista do Atlântico Sul, povoado por diferentes personagens e espaços. Ganham presença nas suas páginas comerciantes portugueses e brasileiros, pombeiros, sertanejos, chefes africanos, indígenas, quilombolas, itinerários comerciais que ligavam o Rio de Janeiro ao Mato Grosso, atravessando territórios de indígenas Paiaguás, além das rotas de fuga para floresta densa ou território espanhol, especialmente Santa Cruz de la Sierra. Sequestro de navio negreiro, confrontos, alianças entre chefes africanos e portugueses ou negros escravizados e indígenas e insurreição urbana são apenas alguns dos casos que aparecem ao longo das páginas que compõem o livro. A importância desta publicação não se deve somente ao fato de fazer coro com os esforços nacionais para divulgação da história e cultura afro-brasileira, mas, sobretudo, porque parte do pressuposto de que as desigualdades raciais no Brasil só poderão ser superadas se inicialmente conhecermos a própria história dos afro-brasileiros que aqui viveram como escravos e lutaram pela liberdade. Ademais, trata-se de um livro endereçado tanto para pesquisadores interessados em compreender o sistema escravista arquitetado entre o continente africano e a América portuguesa, como também para todo e qualquer brasileiro que tenha anseio em se familiarizar com as próprias raízes históricas e culturais. Esperamos que nossos homens e mulheres de ferro e pedra possam fazer o leitor olhar para história brasileira de outro ângulo, do ponto de vista daqueles que se levantaram contra a escravidão e a ela resistiram.