Janelas

Janelas

Sinopse

'Dentro de mim, só mar revolto. Flávia Apocalypse, carioca, formada em Direito eJornalismo, gerente de comunicação interna de uma grande empresa, é discreta, tímida até, e simplifica assim a vida que a fascina: café com leite, vitamina C, mesa de trabalho, cafezinho,almoço, Coca-cola, trânsito, sala de jantar, revistas, travesseiro de fronha branca. Tudo corrimão pra que eu possa me segurar.Em seu livro de estreia, a poeta ausculta em si mesma as noites mais escuras, a vida que não passa de um jogo de sombras, onde ela se perde e se acha e se espanta. Segundo a poeta Thereza Christina Roque da Mota, “Flávia tem a voz de Adélia Prado que fala do dia e da noite, da sofreguidão das almas que se aquietam para uma manhã mais longa, uma noite que não acaba”.Como criança, Flávia experimenta a poesia iniciática do choro do perdão. O indecifrável do armário que ela não abre para ninguém. Tudo que se oculta sob as roupas, a lama, a angústia e o pudor.Com o livro, a poeta, conciliando sua vida de profissional, mãe e mulher, empresta a voz de Adelia, faz emergir a própria voz , abre as janelas e convida seus leitores a fazerem o mesmoÉ o primeiro livro de poesias do autor que já publicou dois romances, livro de contos, ensaios, e centenas de artigos científicos. Como o titulo induz, os poemas parecem uma livre associação de ideias e imagens. Mas ao ser lido com um pouco de atenção, mostra um escritor maduro, cosmopolita que escolhe cuidadosamente cada palavra como diz no primeiro poema do livro: Ai da minha poesia se não fosse eu! / Provavelmente morreria à míngua| Combalida, desmilinguida. | Coitada se dela não cuidasse o degas, | Pessoalmente. | Mas, pai zeloso,| Afago-a, terno, | E a curo, | Mertiolate e tudo, | Nunca descuro. | Se dela falam mal, | Desconjuro!'