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Sinopse

Pensar a política sempre foi uma tarefa bastante complexa; na atualidade, é urgente. Pois a impressão geral é a de que a política, agora totalmente convertida para atender prioritariamente aos interesses de grandes grupos econômicos, não parece mais ser capaz de se orientar pelas necessidades individuais e coletivas mais fundamentais do homem. Essa realidade promoveu uma crise de confiança, o cidadão tornou-se cada vez mais descrente da política como a arte de governar e de gerir os destinos da cidade em vista ao bem comum. Essa falta de credibilidade faz com que o cidadão tenha de conviver com um impasse: ele rejeita esse modelo "economicista" de política, mas, ao mesmo tempo, não consegue vislumbrar novas alternativas políticas em vista a uma sociedade mais justa, mais democrática, igualitária e participativa. Por outro lado, essa falta de uma política voltada aos interesses do bem comum, além de promover o aumento da violência, da desigualdade social, do narcotráfico, das guerras, da migração e da corrupção, facilita que velhos modelos políticos baseados no totalitarismo, na discriminação e no preconceito ganhem mais adeptos e simpatizantes, o que faz com que, em pleno século XXI, esses modelos ainda possam ser pensados como uma alternativa para gerir a sociedade.