Interpretação do Brasil

Interpretação do Brasil

Sinopse

Inicialmente escrito para estrangeiros, Interpretação do Brasil tem muito o que ensinar aos brasileiros. Traduzido e publicado pela primeira vez em nosso país em 1947, a obra traz um conjunto de conferências apresentadas por Gilberto Freyre em instituições norte-americanas. Os textos reunidos aqui são de suma importância para a compreensão da nossa formação sociocultural, política e literária. Na década de 1940, tornava-se popular a ideia de que, no Brasil, o padrão de relações interétnicas era diferente ao dos Estados Unidos ou da Europa. Em terras brasileiras, intelectuais, diplomatas e viajantes observavam com espanto a relação no mínimo fraterna entre os diferentes grupos que compunham o todo nacional. Foi nesse contexto que pensadores norte-americanos e europeus começaram a olhar para o nosso país e a se interessar em nossos pesquisadores. Buscava-se compreender um padrão diferenciado de relações raciais, e, ao que tudo indicava, o Brasil poderia fornecer um bom modelo. Com organização e introdução do antropólogo Omar Ribeiro Thomaz, Interpretação do Brasil traduz a importância que o país passa a ter em um mundo cada vez mais preocupado com as consequências violentas e dramáticas do contato entre povos, culturas e religiões.

Autor

Gilberto Freyre nasceu no Recife, em 1900. Iniciou seus estudos no Colégio Americano Gilreath e completou a sua formação nos Estados Unidos, onde frequentou as universidades de Baylor (Texas) e Colúmbia (Nova York). Retornou ao Recife em 1923, passando a exercer diversas atividades no âmbito da cultura e do ensino no Brasil e no exterior. Dedicou-se aos estudos sobre cultura e sociedade brasileiras, organizou congressos e realizou diversas conferências. Fez carreira acadêmica, de artista plástico, jornalista e cartunista no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Manteve, porém, uma grande ligação com Pernambuco, em especial Olinda e Recife. Com o livro Casa-grande & senzala, publicado em 1933, Gilberto Freyre revolucionou a historiografia. Em vez do registro cronológico de guerras e reinados, ele passou a estudar o cotidiano por meio da história oral, documentos pessoais, manuscritos de arquivos públicos e privados, anúncios de jornais e outras fontes até então ignoradas.