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Radicalismo islâmico, agendas geopolíticas ocidentais e OTAN

Radicalismo islâmico, agendas geopolíticas ocidentais e OTAN

Sinopse

O livro analisa as ligações e as colaborações entre formações e movimentos do "radicalismo islâmico" e as agendas neocoloniais ocidentais que levaram à guerra da OTAN contra a Líbia. Na esteira das "Primaveras árabes" que, a partir de 2011, envolveram o norte da África e o Oriente Próximo e Médio, o islamismo político, em algumas de suas expressões ideológicas e operacionais, colaborou instrumentalmente com a OTAN e as potências ocidentais, e com alguns estados muçulmanos, para a derrubada do regime de Gaddafi. Na linguagem geopolítica, chama-se de mudança de regime (regime change). Com um trabalho de pesquisa bibliográfica e de campo, de documentos desclassificados de agências de inteligência e governos internacionais, e de entrevistas, durado anos e realizado na Europa e no Norte da África, a autora demonstra essa colaboração e analisa suas fases e motivações. Para os islamistas, Gaddafi e seu regime representavam uma forma de governo blasfemo que precisava ser derrubado. Ao mesmo tempo, França, Inglaterra e Estados Unidos estavam preocupados com os planos líbios de criar o dinar de ouro para substituir o dólar e o euro no continente africano e, de forma mais geral, com projetos econômicos (banco central africano) e políticos voltados para a unidade africana, revelando que tudo isso representava uma "séria ameaça" ao status quo econômico-financeiro ocidental. As razões islamistas e as ocidentais se encontraram revelando as verdadeiras razões da guerra da OTAN contra a Líbia.