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Ribamar

Ribamar

Sinopse

O mais recente livro de José Castello: Ribamar. Autor de João Cabral de Melo Neto: O Homem sem Alma, ensaio biográfico sobre o poeta pernambucano, Castello experimenta, dessa vez, um caminho híbrido, que mistura vários gêneros literários. Transita, assim, entre vários estilos – sem deixar, contudo, que as fronteiras entre eles se tornem nítidas. O leitor nunca saberá ao certo onde está pisando – se em uma biografia, ou um ensaio, ou um relato de viagens, ou se em uma ficção.
O livro parece ser uma biografia do pai do autor – José Ribamar (1906-1982) –, mas não chega a ser, pois alterna algumas histórias reais com muitas outras inventadas, ou, pelo menos, livremente recriadas. A fronteira entre a verdade e a invenção nunca se revela.
É, em parte, um relato da viagem a Parnaíba, Piauí, cidade onde seu pai passou a infância e a juventude. No outono de 2008, o próprio José Castello fez uma viagem à cidade, experiência que lhe rendeu uma infinidade de notas. Não viajou a Parnaíba, porém, com o desejo de reconstituir a verdade, mas sim para encontrar materiais que lhe servissem para uma ficção. Se Ribamar é um livro de viagens, é um estranho livro de viagens, escrito não para mostrar, mas para esconder.
Também é, ainda em parte, um ensaio sobre Franz Kafka, em particular sobre Carta ao pai – longa carta que o escritor escreveu a seu pai, Hermann Kafka, com a intenção de fazer um balanço da difícil relação entre os dois. Ao contrário dos ensaístas, porém, o objetivo de Castello não foi refletir a respeito da obra de Kafka, mas usá-la como um instrumento para pensar sua relação com o próprio pai, Ribamar.
O romance tem uma estrutura musical. A base é uma canção de ninar, que Castello batizou de Cala a boca, música com que seu pai o embalava quando ele era bebê. Transformou a partitura desta canção de ninar em uma estrutura matemática – e sobre ela armou sua narrativa.